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8 de setembro de 2011

Não se compreende verdadeiramente uma história se não é vista.

      E para compreender os relatos de Guimarães Rosa fomos ao centro da cidade no mercado de São José à procura de imigrantes do interior de Pernambuco a capital do recife, que tenham vindo refugiados dos castigos de sua terra natal. E apesar de uma dificuldade tivemos paciência. Ao nos apresentarmos e mostramos a nosso interesse para o desenvolvimento do trabalho obtivemos muitas respostas negativas por parte de pessoas tímidas e antipáticas.
     O importante é que meio a isto conseguimos encontrar pessoas dispostas a nos ajudar, como o Cearense, como é chamado um simpático e vivido senhor de 60 anos que veio do interior do Ceara para o Recife com a intenção de fugir das dificuldades financeiras vividas com seus irmãos ao lado de sua mãe, e lá mesmo desenvolveu suas habilidades artesanais e é desse trabalho que tira o sustento de sua família, um trabalho muito bonito por sinal.
     Conhecemos também o senhor Marinho que nos deu informações sobre mais imigrantes e ao contar um pouco de sua história nos passou uma grande emoção quanto às dificuldades vividas, relatou sobre a perda de seu pai quando ainda menino e o quanto tinha que trabalhar novo para ajudar sua mãe em casa e o interessante é que ele é daqui mesmo da capital, mas que tem uma “alma de sertanejo”.
  Quando tirávamos algumas fotos e nos preparávamos para partir nos esbarramos com aquilo que procurávamos o nosso verdadeiro foco uma personalidade que migrou do interior de Pernambuco para a capital e conheceu o sertão.
Pois é encontramos o senhor Messias e como o outro entrevistado relatou o motivo de sua migração, ele nos mostrou seu belíssimo trabalho (artigos em couro, chapes de vaqueiro, jaquetas bolsas e calçados) mais o que mais no chamou atenção foi à força de suas palavras e o significado que cada uma tinha ao relatar, a sua vida para nos que, no entanto éramos desconhecidos. Cada uma de suas expressões nos fazia entrar nos ambientes citados, a seca castigando a falta de comida as doenças e a falta de atenção de um órgão estadual (como se esse povo não existisse). Além de seus relatos Messias deixava transparecer em seu olhar o tamanho de sua vida e de sua visão do sertão.
Foi uma experiência muito gostosa onde podemos entrar na literatura de Guimarães rosa e identificar no objeto (o homem) a obra (o sertão).
Relatos de, Manuella Pacheco.
Recife, 03 de setembro de 2011.




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