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8 de setembro de 2011

Guimarães Rosa era do contra

           O contexto literario de 1945, inicio da  terceira fase do modernismo no Brasil tratavam em suas obras regionalistas a abordagem de problemas brasileiros superficialmente muitas vezes de forma preconceituosa na sua linguagem literaria.
          porém guimarães rosa sem sua visão literaria limitada percebia a importância da valorização do homem conflitando com o anbiente e consigo mesmo ao invés da paisagem como outras obras da época faziam.Além disso havia o motivo dele se preocupar com os contadores de historias já que as obras da época estavam preocupadas em pregar o desenvolvimento representando o sertão algo sem valor para o desenvolvimento.      
        




Não se compreende verdadeiramente uma história se não é vista.

      E para compreender os relatos de Guimarães Rosa fomos ao centro da cidade no mercado de São José à procura de imigrantes do interior de Pernambuco a capital do recife, que tenham vindo refugiados dos castigos de sua terra natal. E apesar de uma dificuldade tivemos paciência. Ao nos apresentarmos e mostramos a nosso interesse para o desenvolvimento do trabalho obtivemos muitas respostas negativas por parte de pessoas tímidas e antipáticas.
     O importante é que meio a isto conseguimos encontrar pessoas dispostas a nos ajudar, como o Cearense, como é chamado um simpático e vivido senhor de 60 anos que veio do interior do Ceara para o Recife com a intenção de fugir das dificuldades financeiras vividas com seus irmãos ao lado de sua mãe, e lá mesmo desenvolveu suas habilidades artesanais e é desse trabalho que tira o sustento de sua família, um trabalho muito bonito por sinal.
     Conhecemos também o senhor Marinho que nos deu informações sobre mais imigrantes e ao contar um pouco de sua história nos passou uma grande emoção quanto às dificuldades vividas, relatou sobre a perda de seu pai quando ainda menino e o quanto tinha que trabalhar novo para ajudar sua mãe em casa e o interessante é que ele é daqui mesmo da capital, mas que tem uma “alma de sertanejo”.
  Quando tirávamos algumas fotos e nos preparávamos para partir nos esbarramos com aquilo que procurávamos o nosso verdadeiro foco uma personalidade que migrou do interior de Pernambuco para a capital e conheceu o sertão.
Pois é encontramos o senhor Messias e como o outro entrevistado relatou o motivo de sua migração, ele nos mostrou seu belíssimo trabalho (artigos em couro, chapes de vaqueiro, jaquetas bolsas e calçados) mais o que mais no chamou atenção foi à força de suas palavras e o significado que cada uma tinha ao relatar, a sua vida para nos que, no entanto éramos desconhecidos. Cada uma de suas expressões nos fazia entrar nos ambientes citados, a seca castigando a falta de comida as doenças e a falta de atenção de um órgão estadual (como se esse povo não existisse). Além de seus relatos Messias deixava transparecer em seu olhar o tamanho de sua vida e de sua visão do sertão.
Foi uma experiência muito gostosa onde podemos entrar na literatura de Guimarães rosa e identificar no objeto (o homem) a obra (o sertão).
Relatos de, Manuella Pacheco.
Recife, 03 de setembro de 2011.




30 de agosto de 2011


O nordeste e o povo nordestino até hoje é tratado com muito preconceito por diversas outras regiões, o que se não entende realmente é o motivo para tanta desqualificação de uma região tão rica e fundamental para o resto do Brasil.
É do nosso nordeste que se colhe a maioria dos frutos, é aqui que se encontram as mais belas culturas e se faz as maiores festas e também é aqui que se encontram as pessoas mais fortes e resistentes para o trabalho que existe.
Independente dos motivos desta desvalorização, para nós o que significa o nordeste e qual foi sua importância na formação das raças?




23 de agosto de 2011

O regionalismo

     As obras de guimarães rosa as que contém regionalismo se destacam pela inovação da linguagem feita por ele. É marcada pela influencia de falantes populares e regionais.
em suas obras o leitor viaja na leitura e visualiza o espaço que e descrito na narração.Identificando o problema em seu interior.
Um exempplo disto podemos perceber na leitura de Grande Sertão Vereadas:

"Ah , que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo Jesus, arredado do arrocho de autoridade."

20 de agosto de 2011

Introdução





A obra de Guimarães Rosa tem início na terceira fase do Modernismo e se impõe como um marco na evolução da literatura brasileira. Os textos regionalistas até então costumavam abordar os problemas brasileiros de uma maneira superficial, transportando para a literatura diversos preconceitos. Nesse aspecto, além de Guimarães Rosa, são também exceções Graciliano Ramos e José Lins do Rego.

O regionalismo de Guimarães Rosa deixa de dar ênfase à paisagem para focalizar o ser humano em conflito com o ambiente e consigo próprio. Dessa maneira, as personagens revelam tanto suas particularidades regionais como sua dimensão universal, ou seja, o que elas têm em comum com o restante da humanidade.
A valorização da cultura sertaneja num momento histórico em que predominava um discurso desenvolvimentista coloca o escritor na contramão da literatura brasileira que, praticamente desde seu início, defendeu a modernização do país. Por trás da atitude de Guimarães Rosa está a percepção de que o progresso condenaria ao silêncio o mundo dos contadores de histórias. 
"Está no nosso sangue narrar estórias; já no berço recebemos esse dom para toda a vida. Desde pequenos, estamos constantemente escutando as narrativas multicoloridas dos velhos, os contos e lendas, e também nos criamos em um mundo que às vezes pode se assemelhar a uma lenda cruel. Deste modo a gente se habitua, e narrar estórias corre por nossas veias e penetra em nosso corpo, em nossa alma, porque o sertão é a alma de seus homens."